domingo, 4 de setembro de 2016

Análise do teclado mecânico Cooler Master Quick Fire TK

O blog teve acesso ao teclado mecânico Cooler Master Quick Fire TK, um dos teclados mecânicos com o melhor custo-benefício atualmente no país. É um teclado bem construído e bastante satisfatório, mas que peca por alguns detalhes como o layout confuso e a iluminação mal pensada.

Visão geral

Quem prima por qualidade pode passar muito tempo à procura de um bom teclado para PC, considerando diversas opções e pesquisando preços. Se silêncio não for um requisito, pode-se optar pelo Quick Fire TK, o qual é uma excelente opção entre os teclados mecânicos.

Com relação às teclas, o TK é vendido com dois tipos de switch no Brasil (formato ABNT2): marrom e azul. Os dois tipos são semelhantes, mas o azul é um pouco mais barulhento, produzindo um clique audível no momento da ativação da tecla.

A unidade analisada neste artigo tem switches marrons.

Layout

O teclado Quick Fire TK foge bastante do padrão quanto ao layout. Em vez de um teclado numérico separado das setas de direção, o TK junta os dois elementos num só, criando um teclado numérico que, quando desabilitado, permite o uso das setas de direção e daquelas teclas bastante úteis situadas acima delas (Home, Delete etc.).

Essa foi uma escolha duvidosa, tendo em conta que muitas vezes é necessário utilizar o teclado numérico ao mesmo tempo que se usam as teclas direcionais. Isso é comum ao editar uma planilha eletrônica, por exemplo. Assim, a vantagem de haver um teclado numérico acaba desaparecendo.

Seria melhor, talvez, terem removido completamente o teclado numérico, deixando apenas as setas; isso o tornaria um teclado tenkeyless, igual ao Quick Fire Rapid, da própria Cooler Master. O Quick Fire Rapid, aliás, não é mais vendido no Brasil, infelizmente.

De qualquer modo, apesar de incômodo, o layout não torna impossível o uso do TK, sendo mesmo algumas vezes útil ter o NumPad ao alcance de uma tecla.

Iluminação

O teclado possui iluminação em todas as teclas e quatro níveis de iluminação. O modelo analisado tem iluminação branca, mas os com switch Cherry Blue podem ter iluminação azul.

Iluminação baixa: ainda é forte demais.

Mesmo com a luz do dia, o nível mais fraco de iluminação é forte demais. O nível mais forte é impossível de ser utilizado. Do jeito que foi concebida, a iluminação do Quick Fire TK serve mais para chamar a atenção do que para permitir a visualização das teclas.

Iluminação alta: impossível.

Um ponto geralmente pouco mencionado em relação à iluminação é que, quando o teclado numérico está desativado, as teclas de direção estão sempre iluminadas, mesmo que a iluminação do restante do teclado esteja desativada. Não há como desativar essas teclas, a menos que você ative o Num Lock, obviamente.

Duas teclas são iluminadas de maneira diferente das demais, e apenas quando suas funções estão "travadas": F12 e FN. A tecla F12, quando ativada juntamente com a tecla FN, funciona como trava para a tecla Windows, evitando que esta seja ativada acidentalmente. Já a tecla FN ativa funções especiais de outras teclas (iluminação e teclas multimídia, especialmente) e pode ser travada ao ser pressionada por mais de 2 segundos.

Pontos positivos

  • Teclas mecânicas com feedback tátil
  • Teclas iluminadas
  • Teclado numérico completo e tamanho compacto
  • Preço acessível para um teclado mecânico
  • Padrão ABNT2: nenhuma necessidade de adaptação

Pontos negativos

  • Teclado numérico integrado com setas direcionais pode ser incômodo
  • Setas direcionais sempre acesas: que ideia brilhante!
  • Teclas FN e F12 não acompanham a iluminação e o nível de brilho das outras teclas
  • Apenas o nível de iluminação mais baixo pode ser útil, os demais são muito brilhantes

Conclusão

O Quick Fire TK é uma excelente escolha em termos de custo-benefício para quem quer sair dos teclados de membrana para algo melhor, mas não quer deixar o padrão ABNT2 nem gastar rios de dinheiro. Dependendo do momento, pode-se adquiri-lo por um valor não maior do que duas ou trés vezes o de um bom teclado de membrana.

Pessoalmente, considero que as teclas mecânicas são muito mais agradáveis de usar e dão um retorno tátil muito mais pronunciado do que as de domo de borracha (presentes em teclados de membrana). O switch marrom torna a digitação mais leve e agradável, apesar de serem barulhentos. Nada que a colocação de anéis o-ring não possa resolver.

PS: a câmera não conseguiu captar a iluminação do teclado com a exatidão necessária, aparecendo uma mancha de luz na região central.

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